Eu como técnico em eletrônica, uma coisa que aprecio muito é ver uma placa PCB bem feita. Preferencialmente por mim. Mas para todos que tem a eletrônica como hobby, uma grande dificuldade é confecção das placas.
Para mim, depois que o projeto já esta pronto para ser transferido para uma placa, é que entra a parte chata. Confeccionar a placa, transferir o desenho para a placa é uma tarefa que aparenta ser fácil mas tem lá seu grau de dificuldade. Muitas pessoas, depois de uma maratona de confecção de placas, acaba adquirindo prática. Que só é possível após muitas angustias anteriores no processo de confecção.
Eu já tentei vários métodos diferentes, chegando ao ponto de desistir de fazer as placas e utilizar somente as placas padrão pré-furadas.
As placas padrão pré furadas são uma boa alternativa para aqueles que não tem um grande circuito para transferir definitivamente para a placa. Já para os que objetivam transferir um grande projeto elaborado para uma placa dessas, terá uma árdua tarefa a enfrentar, e sujeita a muitos erros que normalmente acontecem pelo fato de utilizar muitos Jumpers.
| Placa padrão |
Como pode-se observar na imagem abaixo, do site http://www.tabalabs.com.br/. Para pequenos projetos a placa se torna uma opção rápida prática.
| http://www.tabalabs.com.br/msx/adap20/7.JPG |
Já tive o desgosto de projeto grande de fazer uma grande projeto funcionar no protoboard mas ao passa-lo para a placa padrão ter a infelicidade de ver o projeto não funcionar. É tanto Jumper que é quase impossível encontrar o defeito. Gostaria de ter agora a imagem para postar, era uma verdadeira peruca feita de fios.
A imagem abaixo é de um projeto recente que eu elaborei, pode-se notar que mesmo não tendo muitos componentes a visualização e posterior manutenção é difícil.
Utilizar o método da caneta para retroprojetor também sempre foi uma alternativa barato, mas nem sempre fácil de fazer.
| Caneta para retroprojetor |
Ainda na época do curso fui apresentado ao método de transferência do Toner de Impressora a Laser para a placa virgem. É um processo simples, porém nem sempre retorno bons resultados.
Me lembro bem dos resultados, sempre haviam trilhas que ficavam quebradas, sendo necessário aplicação de estanho ou jumper. Com o tempo e repetidas tentativas é possível conseguir bons resultados, a escolha de um bom papel por exemplo ajuda muito. Deve-se escolher um papel com aderência suficiente para que o toner fixe corretamente na folha, e ao mesmo tempo a folha não deve absorver o toner. Caso a folha absorva o toner, no momento da transferência para a placa resultará em resultados não satisfatórios, como por exemplo tilhas trincadas, fracas e sensíveis.
| http://entropia.kapsi.fi/blog/wp-content/uploads/2011/08/IMG_4423.jpg |
Mas para usar tem uns truques, você deve retirar o adesivo e descarta-lo, ou usar para outra finalidade. Pois o papel que interessa nesse caso é o papel liso onde o adesivo fica colado.
Após retirar o adesivo você deve imprimir as trilhas no lado liso do papel, lado onde o adesivo estava colado inicialmente. Após a impressão não deve-se passar a mão sobre as trilhas impressas, caso o faça as trilhas sairão facilmente. Porém essa facilidade de remoção das trilhas é bem-vindo quando for realizar o método térmico para transferência do toner para a placa. Para fazer essa transferência eu utilizava um ferro de passar roupas normal. Trinta segundos já era o suficiente para uma completa transferência do toner para a placa. O resultado era quase sempre bem satisfatório.
O problema que eu sempre me deparava era na hora de confeccionar uma placa grande. Como a área inferior do ferro de passar não é grande, você fica limitado a placas relativamente pequenas. Já cheguei a usar esse método com uma Prensa Térmica, o resultado obtido foi 100%, utilizando uma prensa você não se depara com problemas na transferência causados por movimentar o ferro de passar. A prensa é estática, sem erros. Porém uma boa prensa com uma área grande não é tão barato e também ocupa um bom espaço de alocação.
Uma alternativa que eu encontrei para o método de transferência térmica com o Ferro de Passar Roupas, foi utilizando uma manta de Silicone Vulcanizada para espalhar melhor o calor sobre a placa e também evitar que o ferro se mova durante a tarefa da transferência. Essa manta pode ser encontrada no Mercado Livre. É possível conseguir ótimos resultados utilizando esse tipo de manta térmica.
Caso alguém tenha interesse em saber melhor como utilizar a Manta Térmica Vulcanizada é só entrar em contato que posto umas fotos mostrando os steps.
| Pepel adesivo Pimaco |
O problema que eu sempre me deparava era na hora de confeccionar uma placa grande. Como a área inferior do ferro de passar não é grande, você fica limitado a placas relativamente pequenas. Já cheguei a usar esse método com uma Prensa Térmica, o resultado obtido foi 100%, utilizando uma prensa você não se depara com problemas na transferência causados por movimentar o ferro de passar. A prensa é estática, sem erros. Porém uma boa prensa com uma área grande não é tão barato e também ocupa um bom espaço de alocação.
Uma alternativa que eu encontrei para o método de transferência térmica com o Ferro de Passar Roupas, foi utilizando uma manta de Silicone Vulcanizada para espalhar melhor o calor sobre a placa e também evitar que o ferro se mova durante a tarefa da transferência. Essa manta pode ser encontrada no Mercado Livre. É possível conseguir ótimos resultados utilizando esse tipo de manta térmica.
| Manta de Silicone Vulcanizada |
Depois de tentar todos os steps acima citados. Vi muitos videos no youtube de pessoas que fizeram uma espécie de Plotter, porém com a finalidade de desenhar sobre a placa com a Caneta para Retro Projetor. Fiquei impressionado com os resultados que vi nos videos do youtube. Após muitos videos assistidos, percebi que aquela era uma boa opção para facilitar a criação de placas, ainda mais pelo motivo que seria possível criar esse Plotter com peças de impressora. Como a confecção das placas com marcadores permanentes resultava em um bom resultado na hora da corrosão, sendo difícil somente realizar o desenho, seria ótimo automatizar esse processo.
Construí então a minha própria Plotter para circuito impresso com peças de sucata de impressora. A estrutura da Plotter eu construí toda de acrílico. Os resultados obtidos com a plotter são bons, destacando-se a facilidade que se tem na transferência dos Layout para a placa.
Farei um Post com o passo a passo de como eu construí a minha Plotter para circuito impresso.
Até o próximo post....
Até o próximo post....
